O Tesouro Direto é um programa da Secretaria do Tesouro Nacional, criado em 2002, que permite que pessoas físicas comprem títulos públicos federais pela internet. Comprando um título, você está literalmente emprestando dinheiro pro governo federal — e recebe juros até a data de vencimento.
São considerados os investimentos mais seguros do Brasil. A garantia é o próprio Tesouro Nacional, ou seja, o governo. Pra o Tesouro não pagar, o país inteiro teria que estar em colapso financeiro — cenário em que praticamente nenhum investimento brasileiro estaria seguro de qualquer forma.
Existem três famílias principais de títulos:
Tesouro Selic (pós-fixado): rende a taxa Selic. Tem liquidez diária — você pode vender qualquer dia útil sem deságio significativo. É o produto ideal pra reserva de emergência: rende mais que a poupança e você acessa quando quiser.
Tesouro Prefixado: a taxa é definida na hora da compra (ex: 13% ao ano). Se você segurar até o vencimento, recebe exatamente isso. Se vender antes, pode ganhar ou perder dependendo de como a Selic se moveu (marcação a mercado).
Tesouro IPCA+ (híbrido): paga IPCA (inflação) + uma taxa fixa (ex: IPCA + 6,5%). Garante poder de compra real. É o título preferido pra objetivos de longo prazo (aposentadoria, faculdade dos filhos) porque você não perde pra inflação.
A aplicação mínima é baixíssima — a partir de R$ 30-50 dependendo do título. As taxas são pequenas: a B3 cobra 0,2% ao ano sobre o saldo, e a maioria das corretoras zera a taxa de custódia (algumas ainda cobram, evite essas).
Imposto de Renda: mesma tabela regressiva dos CDBs (22,5% a 15% conforme o tempo).





