Um CDB (Certificado de Depósito Bancário) é, na prática, um empréstimo que você faz pra um banco. O banco emite o título, você compra, e em troca recebe juros até o vencimento. É um dos investimentos de renda fixa mais comuns no Brasil.
A maioria dos CDBs paga rendimento atrelado ao CDI (taxa que segue de perto a Selic). Quando você vê "CDB 110% do CDI", significa que o título rende 110% do que o CDI rende no período. Existem também CDBs prefixados (taxa fechada na hora da compra, ex: 14% ao ano) e híbridos (IPCA + uma taxa fixa, protegendo da inflação).
A grande vantagem em relação à poupança: rende mais. A poupança rende 70% da Selic quando a Selic está acima de 8,5% — bem menos que um CDB médio.
CDBs são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) em até R$ 250 mil por CPF por instituição. Ou seja: se o banco quebrar, você recebe seu dinheiro de volta até esse limite. Isso torna CDBs de bancos menores (que costumam pagar mais) tão seguros quanto os de bancos grandes — desde que você respeite o limite do FGC.
A liquidez varia: alguns CDBs têm liquidez diária (saca quando quiser), outros têm carência (só vence em 2, 3, 5 anos). CDBs com carência geralmente pagam mais por compensar a falta de liquidez.
O Imposto de Renda segue tabela regressiva: 22,5% (até 6 meses), 20% (6-12 meses), 17,5% (1-2 anos), 15% (mais de 2 anos).





