O IPCA é calculado pelo IBGE todo mês. Ele mede quanto subiu (ou caiu) o preço de uma cesta de produtos e serviços que famílias brasileiras com renda de 1 a 40 salários mínimos consomem em 11 regiões metropolitanas. É o indicador oficial que o Banco Central usa pra perseguir a meta de inflação.
A cesta inclui 9 grupos: alimentação, habitação, transporte, saúde, educação, comunicação, vestuário, despesas pessoais e artigos de residência. Cada grupo tem peso diferente baseado em pesquisas de orçamento familiar. Alimentação e transporte costumam ter o maior peso.
Pra um investidor, o IPCA é a referência mais importante de "preservação de poder de compra". Se sua aplicação rende menos que o IPCA, você está ficando mais pobre em termos reais — mesmo que o número nominal cresça.
Exemplo: poupança rendeu 6% no ano e IPCA foi 5%. Seu retorno real foi de apenas ~0,95% (1,06 ÷ 1,05 - 1). Já um Tesouro IPCA+ com taxa fixa de 6% real garante que você ganha 6% acima da inflação, qualquer que seja ela.
A meta de inflação no Brasil em 2026 é 3% ao ano, com tolerância de +/- 1,5 ponto. Se o IPCA passar de 4,5% ou ficar abaixo de 1,5%, o Banco Central tem que escrever uma carta pública explicando o desvio. Atualmente o IPCA está em torno de 4,2% ao ano (acumulado 12 meses).
Há também o IPCA-15, divulgado no meio do mês, que é uma "prévia" calculada com 3 semanas a menos de coleta. Serve pra dar uma leitura antecipada da tendência.




