Sobre financiamento imobiliário
O financiamento imobiliário é o caminho mais comum no Brasil para comprar a casa própria. Os bancos costumam financiar até 80% do valor do imóvel, exigindo entrada de pelo menos 20%. As taxas anuais ficam entre 9% e 12% (varia por banco, perfil e relacionamento) e os prazos chegam a 35 anos.
Há duas grandes modalidades de amortização: SAC (Sistema de Amortização Constante) e Tabela Price. No SAC, as parcelas começam mais altas e diminuem ao longo do tempo — o total de juros pagos é menor. Na Price, as parcelas são fixas, mas o total de juros é maior. SAC vem sendo mais escolhido nos últimos anos pelo benefício no longo prazo.
Pode-se usar saldo do FGTS para entrada, amortização ou pagamento de prestações, desde que o imóvel seja residencial, urbano, no nome do trabalhador e respeite o limite máximo de avaliação do SFH (Sistema Financeiro de Habitação). Programas como Minha Casa Minha Vida oferecem taxas reduzidas e subsídio para famílias dentro das faixas de renda do programa. Os limites de valor do imóvel e renda familiar são reajustados periodicamente pelo governo — confira no site da Caixa para o valor vigente.
Perguntas frequentes
Vale mais SAC ou Tabela Price?
SAC é geralmente melhor: paga menos juros no total. Em um financiamento de R$ 500 mil em 30 anos, a economia chega a R$ 100 mil em SAC vs Price. A desvantagem é que as primeiras parcelas são mais altas — exige fôlego inicial maior.
Posso usar FGTS no financiamento?
Sim, para: dar entrada, amortizar saldo devedor, ou pagar prestações por até 12 meses. O imóvel deve ser residencial, urbano, no seu nome, e você não pode ter outro financiamento ativo pelo SFH.
Qual o melhor banco para financiar?
Caixa tem o programa Minha Casa Minha Vida e taxas competitivas em geral. Bancos privados (Itaú, Bradesco, Santander) costumam ter taxas próximas e atendimento mais rápido. Compare CET (Custo Efetivo Total), não só a taxa nominal.
Quanto preciso de entrada?
Bancos exigem 20% a 30% do valor do imóvel. Para imóveis MCMV, o subsídio do governo pode reduzir essa entrada para perto de zero para famílias de baixa renda. Quanto maior a entrada, menor o juro pago no longo prazo.




