O FGC é uma associação privada sem fins lucrativos criada em 1995, mantida pelos próprios bancos brasileiros. A função é simples: se um banco quebrar, o FGC paga os depositantes e investidores até o limite da garantia. Funciona como um seguro coletivo do sistema bancário.
A cobertura tem 3 dimensões importantes:
R$ 250.000 por CPF por instituição financeira: se você tem R$ 100k no Banco A e R$ 150k no Banco A em produtos garantidos, e o banco quebra, recebe R$ 250k de volta. Mas se você tem R$ 300k no Banco A, perde R$ 50k.
Teto global de R$ 1 milhão a cada 4 anos: mesmo distribuindo entre vários bancos, o total recebível em 4 anos é R$ 1 milhão. Investidores com patrimônio acima desse valor precisam pensar em ativos não-FGC (Tesouro Direto, ações, FIIs, fundos).
Produtos cobertos: poupança, conta corrente, CDB, RDB, LCI, LCA, LH (Letra Hipotecária), LCM (Letra de Câmbio).
Produtos NÃO cobertos: Tesouro Direto (não precisa, garantia é do governo), ações, FIIs, debêntures, fundos de investimento, criptomoedas. Esses têm outros mecanismos de proteção (B3, regulação CVM).
A garantia existe na prática. Em 2009 o Banco PanAmericano teve problemas; em 2020, o BRB; vários casos menores ocorreram. Em todos, o FGC pagou rapidamente — geralmente em até 60 dias.
Como usar a garantia FGC estrategicamente:
Diversificação por instituição: tem R$ 700 mil? Coloca R$ 250k em 3 bancos diferentes (sobra R$ 50k em algum). Maximiza retorno (pode pegar bancos médios pagando 115-120% do CDI) com cobertura total.
Bancos médios pagam mais: como precisam atrair depósitos sem ter marca forte, pagam taxas maiores. Mesma cobertura do FGC. Sem motivo pra ficar só em banco grande pra esse tipo de investimento.
Conta o valor com juros: o limite de R$ 250k é sobre principal + rendimento na hora do evento. Se você aplicar R$ 240k e crescer pra R$ 260k, o que excede o limite (R$ 10k) não é garantido.
