O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) tem origem prática: bancos emprestam dinheiro entre si todos os dias pra fechar suas posições e cumprir exigências do Banco Central. A taxa cobrada nesses empréstimos interbancários é o CDI.
Você quase nunca vai investir DIRETAMENTE em CDI — não é um produto que pessoa física compra. Mas o CDI é a referência de rentabilidade mais comum no Brasil. Quando você vê "CDB rende 100% do CDI" ou "fundo rende 110% do CDI", é dessa taxa que estão falando.
Na prática, o CDI fica grudado na Selic. A diferença é mínima — historicamente o CDI fica 0,1 ponto percentual abaixo da Selic Meta. Por isso na conta do investidor, CDI e Selic são quase sinônimos.
Exemplo: Selic Meta a 14,5%, CDI fica em ~14,4%.
Quando alguém oferece "CDB de 120% do CDI", significa: o CDB vai render 120% × 14,4% = 17,3% ao ano (ignorando IR). Quanto maior o percentual do CDI, melhor pro investidor.
Referência mental: - 100% do CDI = renda fixa básica (CDB de banco grande, fundo DI) - 110-115% do CDI = bom (CDB de banco médio, alguns fundos) - 120%+ do CDI = excelente (CDB de banco menor com carência, ou produto agressivo)
Quem oferece mais que 100% do CDI geralmente quer atrair seu dinheiro — bancos menores, plataformas de investimento. O FGC cobre até R$ 250 mil por CPF por instituição, então pegar CDB de banco menor com alto CDI dentro do limite do FGC é estratégia comum e segura.




